Acreditar nos faz sentir mais possuidores de nossas vidas, afinal, somos nós mesmos que escolhemos se temos algo como verdadeiro ou não.
Quando nos deparamos com a morte nos sentimos quase que obrigados a crer, parece ser a única maneira de aliviar a dor enorme que se sente. Conhecer a morte nos transforma, faz com que parte da gente vá embora, um pedacinho do nosso próprio ser simplesmente deixa de existir acompanhando aquele que se foi. Como dar continuidade a vida sem acreditar que haverá um lugar onde iremos novamente encontrar aqueles que nos fazem tanta falta? Como seguir em frente sem que no íntimo acreditemos que não passamos de mera matéria animada? Como podemos conceber nas nossas mentes o fim?
Fim, conceito que jamais será compreendido, tantas são as explicações, tantas são as suposições, tantas são as certezas...algumas colocadas tão soberbamente que quase nos faz acreditar que são absolutas. A verdade é que cada um se agarra a uma delas e segue em frente, sonhando, imaginando, acreditando que um dia, em algum lugar viveremos a plenitude da existência.
Talvez esta seja a maior questão da humanidade, tanto quanto a origem da vida, afinal tudo que nasce morre, mas e então, e antes de nascer, o que era?
Cientificamente não há o que negar, e se houver, que seja contestado, experimentado e confirmado. O "acaso" científico seria Deus? Sabemos que de fato há o que questionar, só não há como provar, e precisamos sim de provas, queremos sim descobrir, necessitamos de respostas, então nos vemos empenhados em explicar o inexplicável, nos apoiando e nos agarrando a uma lacuna que determina toda a nossa existência.
Morrem uns, nascem outros, e ficaremos aqui esperando, pensando, se algum dia, conheceremos o paraíso.


Se o inferno são os outros, será q o paraíso, consequentemente, não está ali, no espelho. Beijo!
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